segunda-feira, 8 de setembro de 2014
# 620
Elton John continua a ser na música a grande descoberta que fiz este ano. Tenho edições remasterizadas da sua obra que trazem uma brochura que identifica como sendo o período clássico do músico aquele definido pelo primeiro álbum, Empty Sky (1969), e que se estende até Captain Fantastic and the Dirt Cowboy (1975). Dos cerca de dez álbuns que Elton John registrou em meia dúzia de anos, eu tenho seis, talvez os melhores seis, e são seis discos fantásticos. Estou praticamente servido no que a Elton John diz respeito, o que é dizer muito, se pensar que tenho tantos álbuns dele como dos Led Zeppelin ou de David Bowie. Este período clássico do músico britânico é para ombrear com qualquer escritor de canções de qualquer era. E como se uma prova bastasse escolho um tema do CD que arranjei mais recentemente, Tumbleweed Connection (1970), e junto ainda as palavras de Sting (que se ilumina ao interpretá-lo) numa versão tardia, em dueto, de Come Down in Time. Mas primeiro a versão original.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
terça-feira, 2 de setembro de 2014
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
# 616
Num filme onde exista cinema as imagens comunicam umas com as outras. Também podemos fazer comunicar imagens de filmes diferentes e aí voltamos a ter cinema. Ou cinema com veados, uma longa história em comum que se liga às emoções mais puras que pudemos experimentar numa sala escura. Recuperadas aqui de modo original, pungente e ainda subversivo.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
# 610
Na noite que liga as próximas quinta e sexta-feira, estarei a cruzar discos compactos no bar WoofLx (Rua da Palmeira, 44), a partir da meia-noite e meia e até às quatro da madrugada. Não se acanhem, apareçam, e elogiem a música que estiver a passar. Ajuda sempre à reputação do DJ a presença de alguns amigos ou conhecidos.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
quinta-feira, 31 de julho de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
segunda-feira, 28 de julho de 2014
# 602
«Todos os adultos merecem, além de uma existência digna, ter os seus brinquedos. A própria dignidade da existência depende da possibilidade de aceder a essas fantasias juvenis - ouvir música, para uns, andar de canoa, fazer mergulho ou comprar flores, para outros. Para isso é preciso ter disponibilidade, na mente e na carteira. Ter pouco dinheiro exige uma seriedade existencial permanente e a extinção de pequenos prazeres, essencialíssimos. Vestir a fatiota de adulto a 600 % é destino incompleto e ansioso que não se deseja a ninguém. Alguma coisa anda a falhar, anda. Vimos ao mundo também para isso mas não só para isso. Ou por outra: as contas que levamos daqui não são as da máquina de calcular.»
# 599
A matriarca não a viu bem no filme. Há mais que vagos ares da Magnani nesta bella bambola. Uma coisa do corpo, carnal, cuja plasticidade se oferece, burlesca, à objectiva, aqui sob a direcção da mesma mulher. Adorável excentricidade.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
# 597
«When I look at any one of my three cats — when I stroke him, or talk to him, or push him off my yellow pad so I can write — I am dealing with a distinct individual: either Steely Dan Thoreau, or (Kat) Mandu, or Kali. Each cat is unique. All are ‘boys’, as it happens. All rescued from the streets, neutered and advertised as mousers, barn cats: ‘They will never let you touch them,’ I was told. Each cat is a singular being — a pulsing centre of the universe — with this colour eyes, this length and density of fur, this palate of preferences, habits and dispositions. Each with his own idiosyncrasies.»
quinta-feira, 24 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
# 588

Se olharmos em volta também encontramos homens que têm a rectidão das árvores, nos sentidos do físico e do carácter. Hoje fui saber do estado de saúde de um deles, que insuspeitada condição cardíaca podia ter abatido antes do tempo. Temos homem! Hirto e firme como um tronco na floresta. E voltámos a ter filme, da raiz até à copa.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
# 586
"Prior to my then girlfriend I had a string of passionate, unrequited... infatuations," he explains. "It was really astonishingly painful. One crumb of encouragement – the uncertain smile! – and the sun comes up from behind the clouds. One moment of discouragement and you're in this horrible space. Terrible – giving your power away to this other person..."
sábado, 5 de julho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
# 573
Encontrei o meu "estratégias oblíquas" mas ao contrário do sistema de cartas criado por Brian Eno o livro responde a perguntas que não faço porque vai mais à frente na nossa conversa.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
# 570
Adolfo Luxúria Canibal é o meu letrista favorito na música portuguesa. No entanto não consigo separar o intérprete das letras que escreve. É impossível dissociar esta dualidade que me parece uma extraordinária transposição do caso Dr. Jeckyll e Mr. Hyde para o universo musical. Luxúria Canibal alimenta o monstro que narra ou que age, com o seu universo de alusões góticas, surreais, sexuais, subversivas ou apocalípticas, cheias de palavras que enchem a boca e vibram de pujança sonora. O que numa voz comum teria impacto relativo ganha um corpo gigante na guturalidade e na dicção marcante do vocalista dos Mão Morta. A expressão corporal contribui para ampliar o que as palavras sugeriam já. Imagens, imagens e mais imagens, cenas suficientemente vagas para fugirem ao facilitismo da correspondência directa (não apenas com a realidade), embora de uma justeza psicológica que aliada à energia das guitarras criam ficções dentro de nós. Não encontro este potencial em nenhum outro projecto nacional, e penso que isso deve-se também à interdisciplinaridade praticada pelos Mão Morta, que reúne nos seus elementos gente com conhecimentos em diferentes linguagens artísticas e escolas de pensamento várias. As palavras das canções valem tanto pelo que sugerem como pelo som que projectam. Ou talvez não. Talvez a importância do som seja o que prevalece, algo que impele a reagir numa zona recôndita em nós, adormecida ou esquecida do anseio por uma qualquer redenção. A música dos Mão Morta faz-nos sentir vivos no momento em que a escutamos, e no mundo actual nenhum outro gesto me parece mais radical que este.
Em repeat:
Ainda chamando a atenção para a edição recente de mais um disco estupendo.
Em repeat:
Ainda chamando a atenção para a edição recente de mais um disco estupendo.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
# 567
O maior elogio que me fizeram em muito tempo foi terem dito que se eu fosse um álbum de Bruce Springsteen era este que seria. Não me apercebi no momento da importância do resultado porque tinha acabado de comprar o disco e precisei de o escutar com o mínimo de atenção. Tivesse o elogio vindo da boca de uma mulher em vez de ser produto de um Quiz e o meu estado civil estaria seriamente ameaçado.
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