quinta-feira, 17 de julho de 2014

# 590


So naked and so what.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

# 589



The white stripes.

terça-feira, 8 de julho de 2014

# 588
















Se olharmos em volta também encontramos homens que têm a rectidão das árvores, nos sentidos do físico e do carácter. Hoje fui saber do estado de saúde de um deles, que insuspeitada condição cardíaca podia ter abatido antes do tempo. Temos homem! Hirto e firme como um tronco na floresta. E voltámos a ter filme, da raiz até à copa.
 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

# 587


# 586



"Prior to my then girlfriend I had a string of passionate, unrequited... infatuations," he explains. "It was really astonishingly painful. One crumb of encouragement – the uncertain smile! – and the sun comes up from behind the clouds. One moment of discouragement and you're in this horrible space. Terrible – giving your power away to this other person..."

sábado, 5 de julho de 2014

# 585

Nada como concordar com o Woody Allen que discorda.



quarta-feira, 25 de junho de 2014

# 584

Bibliofilia preguiçosa, mas impecável.





# 583

The Last Picture Show.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

# 582


Transfusão de fuzz.

# 581



quinta-feira, 12 de junho de 2014

# 580


40º à sombra.

terça-feira, 10 de junho de 2014

# 579



Gradiva, um filme do Carax.

# 578

segunda-feira, 9 de junho de 2014

# 577


Someone said, "Have you ever thought about the fact that you are probably the only woman in the world who has seen both Bob Dylan and Steve Jobs naked?" I said, "At the same time?" (laughs)

# 576








































Theodor Herzl. E esta imagem, precisamente.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

# 575




Na Escócia sabem o meu nome.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

# 574





























True colors.

terça-feira, 3 de junho de 2014

# 573



































Encontrei o meu "estratégias oblíquas" mas ao contrário do sistema de cartas criado por Brian Eno o livro responde a perguntas que não faço porque vai mais à frente na nossa conversa.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

# 572

























Back

























in

























Black.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

# 571

Quando a terceira dimensão vai de per si.

# 570

Adolfo Luxúria Canibal é o meu letrista favorito na música portuguesa. No entanto não consigo separar o intérprete das letras que escreve. É impossível dissociar esta dualidade que me parece uma extraordinária transposição do caso Dr. Jeckyll e Mr. Hyde para o universo musical. Luxúria Canibal alimenta o monstro que narra ou que age, com o seu universo de alusões góticas, surreais, sexuais, subversivas ou apocalípticas, cheias de palavras que enchem a boca e vibram de pujança sonora. O que numa voz comum teria impacto relativo ganha um corpo gigante na guturalidade e na dicção marcante do vocalista dos Mão Morta. A expressão corporal contribui para ampliar o que as palavras sugeriam já. Imagens, imagens e mais imagens, cenas suficientemente vagas para fugirem ao facilitismo da correspondência directa (não apenas com a realidade), embora de uma justeza psicológica que aliada à energia das guitarras criam ficções dentro de nós. Não encontro este potencial em nenhum outro projecto nacional, e penso que isso deve-se também à interdisciplinaridade praticada pelos Mão Morta, que reúne nos seus elementos gente com conhecimentos em diferentes linguagens artísticas e escolas de pensamento várias. As palavras das canções valem tanto pelo que sugerem como pelo som que projectam. Ou talvez não. Talvez a importância do som seja o que prevalece, algo que impele a reagir numa zona recôndita em nós, adormecida ou esquecida do anseio por uma qualquer redenção. A música dos Mão Morta faz-nos sentir vivos no momento em que a escutamos, e no mundo actual nenhum outro gesto me parece mais radical que este.

Em repeat:  




Ainda chamando a atenção para a edição recente de mais um disco estupendo.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

# 569

O compositor John Cage, and friend, fotografados por William Gedney.

terça-feira, 27 de maio de 2014

# 568



Brutal, disse ele.
Enorme, ela respondeu.

# 567

























O maior elogio que me fizeram em muito tempo foi terem dito que se eu fosse um álbum de Bruce Springsteen era este que seria. Não me apercebi no momento da importância do resultado porque tinha acabado de comprar o disco e precisei de o escutar com o mínimo de atenção. Tivesse o elogio vindo da boca de uma mulher em vez de ser produto de um Quiz e o meu estado civil estaria seriamente ameaçado.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

# 566


















** (Razoável)
















* (Medíocre)




















**** (Muito Bom)

























**** (Muito Bom)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

# 565

Adoro isto




por ser a antítese disto...




Combate desigual, mas sinto-me um bocadinho vingado nos planos estético e ideológico.

# 564

«O próprio escrever perdeu a doçura para mim. Banalizou-se tanto, não só o acto de dar expressão a emoções como o de requintar frases, que escrevo como quem come ou bebe, com mais ou menos atenção, mas meio alheado e desinteressado, meio atento e sem entusiasmo nem fulgor.»


Ou o diálogo contínuo.

terça-feira, 20 de maio de 2014

# 563


Álbum de família.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

# 562



























Pares de áses.

domingo, 18 de maio de 2014

# 561

















A série chama-se GIRLS mas aquilo que de mais especial acontece na terceira temporada é da responsabilidade das older women: Patti Lupone, Deidre Lovejoy, Louise Lasser, e restantes. Lena Dunham continua a cumprir com o caderno de encargos de uma agenda feminista inteligente, passando de raspão pelo que é superfícial e dando outro espaço ao mais importante: a criação de personagem e a interpretação por actrizes maduras, carismáticas, com uma tarimba que salta à vista. É uma forma também da série poder captar públicos de gerações diferentes, a que por certo não é alheio o trabalho de produção de Judd Apatow, que nos seus filmes procura sempre inscrever-se numa tradição que se estendeu depois à série GIRLS. A qualidade de representação dos actores experientes contagia os mais novos, e neste aspecto particular GIRLS supera ao terceiro conjunto de episódios a qualidade que lhe era reconhecida.    

sexta-feira, 16 de maio de 2014

# 560











































Mais olhos que barriga.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

# 559




Será na vida não vivida onde mais verdadeiramente existimos. Se imagino, vejo.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

# 558


Se encontrarem contradições é porque no fundo queria gostar e muito deste filme.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

# 557







































Um filme falhado que fica connosco porque as cenas em que Scarlett Johansson aborda estranhos na estrada são maravilhosas. Ali está sempre vestida, mas a sua voz turfada e coloquial despe-(n)os por dentro: antes de lhes vazarem a carne.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

# 556



Yo, sou do tamanho do que vejo não o tamanho da minha altura
E o tamanho do meu desejo nunca me deu tontura
Procura e vais encontrar aquilo que não querias
Cem mulheres que fazem fila para ter as minhas crias
Fica sossegado, é o melhor que fazes bode
Isto não é para quem quer, isto é para quem pode
Fode sem sair de cima, melhor vinho da vindima
E pode ser que a minha rima, seja a tua mais a cima



A língua viva é o contrário da língua amorfa. Yo.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

# 555

Há quem estabeleça comparações com o Sgt. Pepper's. A mim sugere-me um Neverland para gente crescida.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

# 554



Bovarismo ou morte.

terça-feira, 6 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

# 552



Thriller.

# 551




















Refúgio e Evasão. Uma digna assunção da derrota. Impressa a negro. (e outras "cápsulas" do IndieLisboa 2014)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

# 550





E à superfície tudo como dantes, como sempre.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

# 549























A influência dela chegou ao IndieLisboa 2014. Agora escrevo também eu.

# 548























Para os amigos era uma piada. Invejava-lhe os fatos, a apresentação sempre impecável. Admirava muito mais que isso, e tive a comprovação em directo, numa comunicação sobre Os Lusíadas, da erudição de Vasco Graça Moura, intelectual que abarcava um tempo infinitamente superior ao da sua existência terrena. Para ele todo o meu respeito e toda a minha admiração. Para sempre.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

# 547















Beleza e virtude. Também incorro no lapso de fazer corresponder virtude a beleza. Não ao ponto de achar que alguém acusado de crime poderá estar inocente em consequência de ser belo.
Dou o exemplo da jovem artista-performer suíça, Milo Moiré, que numa das intervenções públicas, onde invariavelmente surge completamente nua, vemos deitar ovos enchidos com tinta sobre uma tela: ovos saídos da sua vagina. O comentário que produzi de imediato foi, "a miúda é um traço, não havia necessidade". Faço agora um mea culpa. Isto denota uma visão (a minha) ingénua, deturpada, redutora do mundo. E da mulher. Embora seja também, no caso, a constatação de duas realidades indesmentíveis. A miúda é de facto um traço; e de facto que necessidade existe, à parte do efeito sensacional gratuito, de concretizar intervenções "artísticas" tão rasteiras.
Mas quando a falta à virtude diz respeito à beleza que existe no espaço da nossa intimidade é que é o caraças. Para os que gostam de poder privar com um pouco de beleza.  

segunda-feira, 21 de abril de 2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

# 545



Coelho espelho da Páscoa.

# 544


Génio é aquilo que gera inúmeras implicações. Este trabalho de Vania Heymann é de génio. Pegar na persona e na mensagem e ocupar o média, o tempo, e a nós todos a quem o vídeo se dirige. Puro génio. Não podia ter acontecido a melhor artista e a melhor canção.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

# 543



Posso sempre imaginar que existe uma relação entre o facto de ter procurado em todo o lado por este vídeo e o mesmo surgir onde inicialmente pensei que pudesse estar. De contrário terá sido apenas mais uma coincidência, no espaço de horas de um só dia.

terça-feira, 15 de abril de 2014