Pois, talvez tenha vindo daqui.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
# 80
Girls é uma série onde as raparigas se ligam umas às outras e os homens que andam por lá é porque são namorados, amigos ou amantes delas, e acima de tudo nunca até ao sexto episódio da segunda temporada tínhamos assistido, se bem me recordo, a um momento de "male bonding" como o protagonizado por Ray e Adam, que apanham o barco para Staten Island para devolver um cão. Isto só é relevante porque quando personagens masculinas se ligam entre si, aumenta a possibilidade do olhar do espectador homem se transferir de fora para dentro da ficção, experimentando a ilusão de não mais se sentir um elemento exterior à série. Gosto de Girls, mas até aquele momento tinha-me visto como um espião ou um observador distanciado. Agora já tenho a minha personagem: lá dentro e cá fora.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
# 75
A autora diz-nos que mais cedo ou mais tarde todas as relações "sabem a frango". Não está em causa a opinião de Sarah Polley, que vale o mesmo que outras. Podia era não ser defendida com cinema de aviário.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
# 72
Judd Apatow (n. 1967) é de há tempos para cá um farol da comédia cinematográfica americana, que gerou sucedâneos que nunca se assemelham verdadeiramente com os seus filmes. Os filmes de Apatow é que fazem lembrar outros: de Hal Ashby, Robert Altman ou Henry Jaglon. Filmes que são como que variações sobre a vida real dos autores, dos actores, de toda a gente que rodeia a gente do cinema. This is 40 não é muito inspirado, evolui por movimentos concêntricos até construir o puzzle familiar, e nos seus cerca de 134 minutos (a duração é também aqui chave) tem tempo para ir conquistando os que nele se revejam. Saí satisfeito.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
# 70
And the Oscar for Best Picture goes to...
But should have gone to...
The Oscar is a hard learner and doesn't give a damn' about us.
# 68
"Seria bom que os jovens fossem apoiados e suportados por jogadores de referência. O que está a acontecer é que são os mais novos que estão a suportar a equipa. Faltam os tais pilares de referência que sustentam a equipa. Mas a entrega dos mais novos é espantosa. A minha esperança é que, a cada jogo, os miúdos sejam mais competitivos e seguros."
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
# 63
Podia ser filme não fosse bem real e ouvido da boca de um dos protagonistas. Quando o pai pegava na carrinha para levar o míúdo que competia em motocrosse, se o filho notava que ele acordara cansado perguntava-lhe somente "Creedence?", carregava no play, e seguiam viagem.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
# 62
O homem que somos define-se pelo momento presente e como o presente permanentemente se actualiza não devemos pensar que somos mais do que fomos nem menos do que podemos ser.
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